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ENTREVISTA Professor Pierluigi Piazzi (entrevista completa) |

ENTREVISTA:
Professor Pierluigi Piazzi
Professor Pierluigi Piazzi nasceu em
Bologna em 29 de janeiro de 1943, durante a II Guerra Mundial, no meio das
bombas britânicas e americanas e com a SS procurando por seu pai. Aos 12 anos,
veio com a família para a cidade de São Paulo. Em São Paulo completou seus
estudos, formando-se em Química Industrial e Física pela USP.
Professor Piazzi, já foi editor de uma revista de micro-informática, editor de
ficção científica na Editora Aleph, radialista (trabalhou na rádio Jovem Pan AM
de SP), âncora do programa de Debate Acadêmico da TV Educativa de Santos,
professor no curso de pós-graduação de Terapia Familiar da PUC (SP), professor
de ciências no Infantil do colégio Rousseau e muitas outras atividades, entre
elas os tão famosos livros de MSX editados pela Editora Aleph.
Atualmente é professor de Física do Anglo Vestibulares, onde está há 32 anos e
já tendo preparado 93 mil alunos, autor de material didático (Intermática...
como a maioria das disciplinas é idiota, resolveu inventar uma), professor de
Inteligência Artificial e Computação Quântica na Engenharia da Computação da
Unisanta (Santos) e conferencista.
Faleceu em 5 de novembro de 2001, viu uma luz no fim do túnel e, como não
poderia deixar de ser, não ficou no Túnel: saiu correndo no sentido oposto e
ressuscitou um minuto depois.
Como Bernard Shaw, pretende morrer definitivamente somente aos 96 anos, baleado
por um marido ciumento.
1 -
Professor Piazzi, agradeço muito esta oportunidade de poder conversar.
Os seus livros ajudaram e ainda ajudam muitos brasileiros e usuários da
linha de computadores MSX. A qualidade dos livros sempre foi
fantástica, com informação direta e didática. Acredito que todos nós
usuários do MSX somos gratos por ter tido uma documentação de excelente
qualidade, voltada especificamente para o público brasileiro. Deixo
aqui meu sincero agradecimento, pelo seu trabalho realizado e também
por me conceder esta entrevista.
R - Na realidade para mim é muito gratificante receber, tantos anos
depois, o reconhecimento por um esforço feito no sentido de justamente
fazer jovens descobrir o prazer de pensar. O MSX (assim como o Sinclair
alguns anos antes) foram as ferramentas que escolhi para isso.
2 - Quando se deu o seu primeiro contato com a área de informática?
R - Em 1961, na Galeria
Califórnia no centro de São Paulo (perto da Biblioteca Municipal que eu
frequentava assiduamente) o consulado Norte- Americano montou um
computador analógico com um monte de painéis sendo que cada um deles
tinha uma ou duas entradas e uma saída. Um deles, por exemplo, ao
receber um sinal analógico (na forma de uma voltagem variável) na
entrada, produzia a integral ou a derivada do sinal na saída. Outro, ao
receber dois sinais produzia, na saída, sua soma ou seu produto etc.
Você, por meio de cabos parecidos com os das antigas mesas telefônicas,
conectava os módulos duros (hardware) de maneira a criar uma rota
específica para o sinal gerado na entrada. Os cabos moles que
determinavam o resultado a ser obtido naquele caso em particular eram
chamados de software. Fiquei fascinado pois o único contato que, até
então, havia tido com algum dispositivo computacional havia sido a
régua de cálculo. Isso me motivou, em 1967, a fazer um curso com
computador digital Mainframe IBM) na Faculdade de Higiene e Saúde
Pública da USP onde consegui, após inúmeras tentativas, perfurar uma
coleção de cartões que gerava, pasmem, a resolução de uma equação do 2º
grau!
3 - Como teve seu contato com o MSX?
R - Após uma traumatizante relação com sócios húngaros na revista
MicroHobby, resolvi montar minha própria Editora (ALEPH) na qual
publicava livros para o Sinclair. Um belo dia, um vizinho e amigo
(Stephen Kanitz - colunista da Veja) me convidou para assistir, na
Gradiente, à demonstração de um protótipo do computador pessoal que a
Gradiente lançaria. Foi lá que conheci o Moris Arditti, meu amigo até
hoje, pai da idéia de trazer o MSX para o Brasil.
4 - Qual significado teve o MSX
em
sua vida profissional?
R - Para mim a informática
sempre foi um hobby já que minha primordial atividade
sempre foi o magistério. O MSX permitiu que eu me dedicasse um pouco
mais a meu hobby.
5 - Qual era o sentimento de
escrever livros para o MSX, em uma época em que havia a reserva de
mercado, e também, poucas informações a respeito?
R - Sempre batalhei contra
a SEI
(Secretaria Especial de Informática) pois considerava sua política não
uma forma de incentivar o fabricante nacional mas sim de incentivar a
pirataria (foi até um dos motivos de meus conflitos com os sócios
húngaros). Como já disse, o MSX era um pretexto para obter um fim
maior, incentivo da inteligência.
6 - A Editora Aleph iniciou suas
atividades com o MSX?
R- Não, na realçidade já
havia publicado uma série de livros para os Sinclair.
Como se deu o contato da
Gradiente
com a Editora Aleph para a criação de livros específicos voltados para
o MSX?
R-
Há uma história muito engraçada que envolve um relógio Seiko muito
teimoso, um engenheiro chamado Mandarino e o dia da Lua e que um dia
contarei. O que interessa é que a Gradiente descobriu que os primeiros
micros sairiam da fábrica daí a 3 meses e os 2 manuais ficariam prontos
daí a 6 meses! Por isso resolveram terceirizar os manuais e a Aleph foi
escolhida.
7 - Houve contato
com os irmãos Burd na Gradiente?
R- Inicialmente
não.
8 - Era com eles que
estes contatos eram feitos no caso específico do MSX?
R- Não, era com o
engenheiro Mandarino, um outro cujo nome me foge e com o próprio
Arditti.
9 - A Gradiente na
época, o ajudava na confecção dos livros de alguma forma ou todo o
trabalho era feito na Editora Aleph?
R-
Dava todo suporte possível mas, depois de um certo tempo, nós da
Editora é que começamos a dar suporte a eles! Veja bem, eles estavam
muito mais preocupados com o processo industrial para fabricar o
brinquedo e nós mais preocupados em aprender a brincar.
10 - O primeiro
livro de MSX escrito, foi o livro da Linguagem BASIC?
R-
Na verdade, dado os prazos apertadíssimos os dois manuais foram
escritos simultaneamente a N mãos. Eu sempre brinco que é como se
tivéssemos contratados 6 mulheres grávidas
para produzir 2 filhos em 3 meses.
11 - Como foi a
experiência de fazer o livro de BASIC para o MSX?
R-
Não muito traumatizante pois já estávamos familiarizados com o BASIC do
Sinclair e com o Z80. É claro que algumas novidades nos intrigaram. Até
hoje não tomo soda limonada de tanto que fiquei irritado com o Sprite!
12 - Havia alguma
documentação para poder se basear no desenvolvimento do livro?
R- Tudo em
Japonês! Ah... esqueci! Havia algo em Holandês (como se isso ajudasse
alguma coisa!)
13 - O que o atraiu
para vir a criar literatura de MSX?
R- Ora, depois de
gastar horas e horas adquirindo Know How sobre essa máquina, quisemos
continuar brincando!
14 - As ilustrações
e arte presentes nos livros da Editora Aleph eram muito boas. Quem as
fazia?
R- O Nicoletti,
um ilustrador fantástico com quem tenho contacto até hoje.
15 - Como surgiu a
idéia de ilustrar os livros?
R- Mania de
professor de ser o mais didático possível.
16 - Quanto tempo em
média levava para escrever um livro como o Linguagem BASIC para MSX?
R- Variava muito,
mas alguns demoraram muito pouco pois foram coleções de programas já
elaborados por muitos autores.
17 - Quais foram as
dificuldades para escrever o livro "Aprofundando-se no MSX"?
R-
Quase não existiram dificuldades. O conjunto de autores já estava bem
familiarizado com as "manhas" da máquina. Minha contribuição (além de
escrever um capítulo e rever vários) foi a de impor a todos um estilo
didático.
18 - Quais eram as
metas a ser atingidas com este livro?
R- Ensinar. Só
isso.
19 - Como foi
escrever o livro "Curso de Música para MSX" ? Quais foram os desafios?
R- Esquisitíssimo
pois eu nunca consegui passar do "Parabéns a você" na flauta!
20 - Quantos volumes
para este assunto foram planejados?
R- Dois. O
primeiro dedicado ao PLAY e o segundo ao SOUND. Achei os manuscritos do
segundo outro dia fazendo faxina!
21 - Os livros
"Coleção de Programas Volumes 1 e 2", contém uma série de programas em
linguagem BASIC para MSX. Como surgiam as idéias dos programas ? Ficava
a cargo de cada co-autor ou os assuntos pertinentes de cada livro eram
discutidos antes e cada co-autor elaborava o programa?
R-
Muitos já estavam prontos desde a época Sinclair, bastando adaptá-los e
aperfeiçoá-los usando os recursos melhores do MSX. Outros surgiram nas
reuniões que fazíamos.
22 - Como era sua
participação em livros que não era diretamente o autor, citando
"Linguagem de Máquina para MSX", "Circuitos Integrados para MSX"?
R- Revisor,
inspirador e chato que cobrava prazos.
23 - Até mesmo
citando a linguagem de máquina, chegou a programar em Assembly no MSX?
R- Muito pouco.
Achava uma linguagem muito técnica e pouco didática. É duro manter uma
conversa com alguém em hexadecimal!
24 - Houve algum
livro que a Editora Aleph tinha pronto e não chegou a publicar?
R- Curso de
Música Vol.2 é um deles.
25 - Houve algum
assunto específico sobre o MSX que a Editora Aleph quis abordar mas não
chegou a ser feito?
R-
Sim, o uso do computador na escola. Me arrependo de não ter levado
adiante pois agora um monte de pedagogas deficientes mentais estão
imbecilizando um monte de criancinhas em nome de uma inovação
tecnológica absolutamente idiota. O computador da era MSX fazia o
usuário pensar e se tornar cada vez mais inteligente. Hoje, o PC
imbeciliza até mais do que a TV. Toda vez que vejo a propaganda do
computador Positivo ou da Intel, começo a ranger os dentes!
26 - Por qual razão,
com a chegada do MSX2 no Brasil a Editora Aleph não lançou livros para
este modelo?
R-
Cetra vez escrevi um artigo na revista Microsistemas dizendo que o dia
em que um PC custasse menos do que um certo valor (que não lembro qual,
mas suponho uns 400 dólares), os Z80 morreriam e foi o que aconteceu.
27 - A Editora Aleph
tinha intenções de lançar documentação específica para o MSX2?
R- Tentamos
fazendo contacto com a Talent argentina mas o clima já era de fim de
festa.
28 - Documentação
para MSX2+ e MSX Turbo R nunca foram cogitadas na Editora Aleph?
R-
Depois que a festa acabou, tive que pensar na sobrevivência da Editora,
partindo para edição de manuais de instrução para qualquer coisa.
29 - Professor, o
que você pensava a respeito das especificações do primeiro modelo de
MSX, o MSX1 para a época em que foi lançado no Brasil?
R-
Fiquei boqueaberto! Acostumado a considerar uma expansão de 16K como o
máximo, ver aquele festival de kbytes e processadores em paralelo quase
me causo uma indigestão mental.
30 - De sua parte,
tinha alguma preferência entre o modelo da Gradiente e da Sharp? Se
sim, quais?
R- Preferia o da
Gradiente apenas porque foi o primeiro que comecei a usar.
31 - Na época
(1985), já tinha conhecimento que no exterior já havia sido lançado o
MSX2?
R- Sim.
32 - Sabia de algum
interesse por parte da Gradiente ou da Sharp de trazer o MSX2 para o
Brasil?
R-
Não. nessa altura quem cuidava do MSX na Gradiente era o Oscar Burd e
ele era um pouco parcimonioso no fornecimento de informações.
33 - Por volta
de 1988 a Gradiente e a Sharp relançaram o MSX1 aqui no Brasil, sendo
que a Gradiente lançou um dos modelos com o disk-drive. O que achou
destes lançamentos?
R- Na realidade a
novidade foi o disk drive que transformou o MSX de brinquedo para
utensílio.
34 - Não estava
muito tarde para relançar um MSX1?
R- Creio que eles
acharam que o investimento para migrar para o 2 talvez não valesse a
pena.
35 - Houve contato
por parte da Gradiente com a Editora Aleph, nesta época, para a criação
de novos livros para o modelo DD-Plus?
R- Sim, fizemos
esses livros, adaptando os já existentes.
36 - E a
Sharp/Epcom, entraram em contato para a criação de novos livros?
R-
Sim. Numa pesquisa evidenciou-se que a proporção de venda Gradiente x
Sharp era de 4 para 1. Os dois principais motivos detectados foram o
design e os manuais da Aleph. A Sharp imediatamente correu atrás do
prejuízo nos contratando para uma série de livros e manuais. Diga-se de
passagem com autorização da Gradiente!
37 - Os outros
modelos de MSX (MSX2, MSX2+, MSX Turbo R) particularmente, eram
máquinas atrativas?
R- Sinceramente
não sei porque só mexi um pouquinho com o MSX2.
38 - Especificamente
sobre o MSX Turbo R, chegou a ter contato com este computador?
R- Infelizmente
não.
39 - Qual a sua
opinião a respeito da Gradiente ter deixado de fabricar o MSX Expert
para vir a fabricar o Phantom System (videogame clone do NES)?
R-
A Gradiente tem uma característica muito inteligente (por favor não
julguem a Gradiente pelas podadas que vocês levaram do Oscar Burd).
Tenta estar sempre um passo à frente. Percebeu a tempo que um produto
que exigisse inteligência por parte do comprador não teria futuro. Há
uma frase do Barnum, dono do maior Circo dos EEUU que explica a morte
do MSX e o nascimento das consoles " Ninguém jamais deixou de ganhar
muito dinheiro apostando na estupidez humana"!
40 - E sobre a
Sharp/Epcom, qual a sua opinião a respeito?
R- Era uma
empresa privada com espírito de repartição pública.
41 - O que você
pensa a respeito do papel do MSX aqui no Brasil?
R-
Foi o que foi (e ainda é) o Paulistinha para a aviação. Foi o micro que
semeou toda uma geração de programadores e analistas e que, graças às
suas características, germinou muito bem. Tenho medo para a
próxima!
42 - Não poderia ter
durado comercialmente mais do que durou?
R- Acho que, em
pequena escala e usando tecnologia mais moderna (e infinitamente mais
barata) poderia ser fabricado até hoje.
43 - Acha que o MSX
poderia ter competido com os PCs caso não tivesse sido posto de lado
pelos fabricantes?
R- Se ele tivesse
sido adaptado com terminal de Internet, por exemplo, poderia ter
sobrevivido.
44 - Você considera
o MSX uma máquina didática, mesmo ainda hoje em dia?
R- Sim, até hoje
aconselho escolas a instalarem um emulador MSX e ensinar BASIC. Quem
programa em BASIC... aprende a PENSAR.
45 - Em que momento
a Editora Aleph, deixou de criar documentação para o MSX?
R- No fim da
festa, ou seja quando ia se decidir sobre a entrada ou não do MSX2 no
Brasil.
46 - Quando o MSX
foi deixado de lado comercialmente no Brasil, que rumos a Editora Aleph
seguiu?
R- Usamos todo
nosso know how pedagógico para editar manuais de instruções (desde
freios até máquinas de lavar roupa).
47 - Atualmente, o
MSX tem qual significado em sua vida, pelo o que representou e
representa?
R- Foi uma das
coisas que já fiz que mais me fez sentir útil!
48 - Professor, qual
foi o seu sentimento quando redescobriu o MSX através da Internet, após
ter sumido comercialmente?
R- Espanto! Foi
como desembracar numa ilha do Pacífico e dar de cara com um Dodo!
49 - Como foi o
sentimento de ver que os usuários de MSX ainda o mantinham?
R- Sem querer
parecer sentimentalóide... fiquei comovido.
50 - Um amigo da
comunidade MSX, Alexandre Antoniutti, passou para o formato digital
muitos livros de MSX, entre eles vários da Editora Aleph. Atualmente
estes livros estão na Internet, em alguns sites, inclusive aqui no MSX
História com o intuito de ajudar a comunidade. Professor, o que pensa a
respeito deste trabalho?
R- Fantástico.
Tomara todos tivessem essa boa vontade.
51 - Nosso amigo na
comunidade MSX, Ricardo J. Pinheiro, foi o fundador da maior lista de
discussão sobre MSX aqui no Brasil, a MSXBR-L. Como foi ver o MSX de
volta através da Internet?
R-
A rigor o MSX não está de volta porque nunca foi embora, para os
aficcionados. O bacana foi usar a Internet para conseguir reuni-los.
52 - O que você
diria para nosso amigo Ricardo, que teve esta idéia de criar a lista e
aproximar os usuários?
R-
Ricardo, minha longa experiência mostra que um idiota, no meio de
idiotas, pensa ser normal. O mais grave é que o não-idiota, no meio de
idiotas, é considerado estranho! Por isso, conseguir reunir os
não-idiotas da computação de maneira a que possam conversar no mesmo
idioma entre si é uma coisa maravilhosa.
53 - Professor,
chegou a ir no evento de Jaú ou do Rio realizado anualmente pelos
usuários de MSX?
R- Fui uma vez em
Brasília e outra em Jaú.
54 - Como foi a
experiência de ter ido a estes eventos?
R- Estranhíssima!
Fui tratado como uma lenda viva! Mas, é claro, foi gratificante!
55 - Professor,
ainda mantém contato com o pessoal da Editora Aleph, como Milton
Maldonado Jr., Renato da Silva Oliveira, Aldo Barduco Jr., Rubens
Pereira Silva, Lígia Neves dos Santos e todos os outros?
R-
Recentemente reencontrei o Fernando Grossi (que conversava em
hexadecimal com o Milton Maldonado) pelo Orkut. O Aldo perdi um pouco o
contacto. O Rubens ainda encontro esporadicamente e o Renato da Silva
Oliveira (que atualmente fabrica planetários) está em permanente
contacto comigo. Poderia dizer que é um de meus melhores amigos.
56 - O que o
professor pensa a respeito da área de informática hoje em dia (2006)?
R- Uma gigantesca
muleta mental para pessoas que não sabem mais pensar.
57 - Professor,
quais as diferenças que vê entre a informática atual e a de vinte anos
atrás?
R- QI!
58 - Ainda tem o seu
MSX? Qual modelo?
R- Está guardado
por falta de espaço. mas ainda mato a saudade com os emuladores para PC.
59 - Professor,
finalizando, gostaria novamente de lhe agradecer por ter me concedido
esta entrevista e de poder ter conversado bastante a respeito de MSX.
Sou muito grato por esta oportunidade.
R- Eu que
agradeço por me fazer reviver uma fase muito importante de minha vida!